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História do Clube

Ata de Fundação - Aos sete de abril de mil novecentos e um - 1901 em o primeiro andar, número um dos caes da Companhia Pernambucana, por convite do Sr. João Victor da Cruz Alfarra, compareceram com o mesmo e mais os Senhores: Antônio Dias Ferreira, Esmeraldo Gusmão Wanderley. A Ommundsen, Osvaldo de Gusmão, Cláudio Brotherood, Piragibe Haghissé, Arnulfo de Barros Lins e Silva, Francisco Joaquim Ferreira, João Vieira de Magalhães e Francisco Leandro Rocha.

Sendo aclamado Presidente da reunião o sr. Antônio Dias Ferreira assumiu a cadeira e declarou aberta a sessão, nomeando para 1º Secretário o sr. Piragibe Haghissé e para 2º dito o sr. Francisco Joaquim Ferreira e para Tesoureiro o sr. João Vierira de Magalhães. O sr. João Alfarra pedindo a palavra expoz o motivo da presente reunião o qual é de fundação de uma sociedade para diversões náuticas com a denominação de Clube Náutico Capibaribe - Como a idéia foi por todos aprovada, pelo que o mesmo sr. Alfarra apresentou mais as seguintes propostas: Que todos os sócios admitidos até o dia da instalação definitiva do Clube, fossem considerados instaladores.

Que a jóia de cada um será da quantia de dez mil reis 10.000 e a mensalidade de três mil reis 3.000. Que o pavilhão da sociedade será uma bandeira de três panos, o superior inferior encarnado e o do centro branco com as letras CNC, inicias do Clube, em pano azul e também para distintivo das embarcações do Clube e dos sócios, e que será usado na proa das mesmas, um jeck-encarnado com um circulo branco no centro do qual terá em azul uma âncora e as iniciais do clube, que todos os presentes se obrigassem a angariar o maior número de sócios para apresentá-los na próxima sessão, sendo os mesmos considerados instaladores.

Em seguida o sr. Presidente nomeou uma comissão composta dos Srs. Alfarra, Ommundsen, Osvaldo, Ferreira e Piragibe, para confeccionar os respectivos estatutos, devendo apresentá-lo na próxima sessão. O Sr. Alfarra usando a palavra agradeceu aos presentes terem aceitado o seu convite comparecendo à presente reunião. O sr. Presidente declarando fundado o "Clube Náutico Capibaribe" marcou para o dia 14 do corrente para se proceder a eleição da diretoria definitiva. E nada mais havendo a tratar a sessão e eu Piragibe Haghissé 1º Secretário lavrei a presente ata que será assinada depois de aprovada.

1º Jogo - O Clube Náutico Capibaribe foi fundado em 7 de abril de 1901, como uma associação esportiva voltada exclusivamente para os esportes náuticos. A adesão para os esportes terrestres, especificamente falando o futebol, ocorreu em 1909.

 

Títulos do Clube

O Clube Náutico Capibaribe Foi Campeão Pernambucano nos anos de: 1934, 1939, 1945, 1950, 1951, 1952, 1954, 1960, 1963, 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1974, 1984, 1985, 1989, 2001, 2002, 2004.

Campeão da Taça Norte-Nordeste em 1952.

Campeão da Zona Norte-Nordeste da Taça Brasil em 1965, 1966 e 1967.

Campeão dos Campeões do Norte no ano de 1966.

 

Conquistas históricas:

Náutico é Hexa Campeão -> Começou 1968 e o Náutico ainda comemorava a temporada passada. Já em janeiro, a participação alvirrubra na Libertadores da América. Antes, porém, um amistoso contra a seleção de novos da Argentina, com uma grande vitória do Náutico, 2x0. Ivan Brondi e Miruca marcaram os gols alvirrubros. Na libertadores, o time não se classificou para a fase seguinte, em seis jogos, teve duas derrotas, dois empates e duas vitórias, tendo-o Palmeiras prosseguido na competição.
O Campeonato Pernambucano de 1968 começou em março e foi disputado novamente em três turnos. Embora o Náutico tenha ganhado os dois primeiros turnos, esse foi o mais difícil dos seis títulos conquistados.

No terceiro turno o Náutico perdeu o jogo contra o Sport e uma invencibilidade de 35 jogos em campeonatos pernambucanos, num período de um ano e sete meses. Houve uma extra para decidir o turno e novamente o Sport ganhou, 1x0, credenciando-se para decidir com o Náutico uma melhor-de-três.

A primeira foi nos Aflitos, com vitória Timbu, 1x0, gol de Ramos. A segunda partida foi na Ilha do Retiro com vitória do Sport por 3x2, Valter, Acelino e Zezinho marcaram para o Sport enquanto Nino e Ivan fizeram os gols do Náutico.

A terceira partida a chamada NEGRA, foi novamente nos Aflitos. Nesse dia o campo do Náutico recebeu o maior público já registrado em sua história, 23.320 espectadores. Os dois times entraram em campo muito nervoso, mas fizeram uma partida emocionante apesar do 0x0, no tempo normal.

Veio a prorrogação e só dois minutos da segunda etapa é que o Náutico encontrou o caminho do gol. Ede arranca pela esquerda, passa pelos seus adversários e cruza para a chegada de Ramos quem manda uma bomba no canto esquerdo do goleiro Miltão do Sport.

Era o gol do Hexa. A torcida alvirrubra vai a loucura. Estava conquistando o principal título do futebol de Pernambuco.

Náutico é Campeão no Centenário -> Para um clube que se preparava para comemorar 100 anos de fundação, a situação não era das melhores. No começo do de 2001, o Náutico parecia à beira do caos: há onze anos não conquistava um título, as dívidas eram muitas e o dinheiro, pouco, e no elenco havia apenas cinco jogadores. O Presidente Fred Oliveira havia renunciado e o clube se via ameaçado de mergulhar. Em crise político-administrativa. Não bastasse tudo isto, pairava naquela angustiante perspectiva de ser o Sport, então pentacampeão, igualar o lendário Hexa que só o Náutico tem.

De repente, tudo mudou quando o Vice-Presidente, o deputado André Campos, assumiu a presidência e começou a botar ordem na casa. Cinco meses depois, a torcida alvirrubra explodia, celebrando o título de campeão, Camepão do Centenário.

André o novo presidênte, logo que tomou posse delegou poderes ao experiente Eduardo Loyo (presente na conquista de 1989, o último título conquistado)e ao novato Rubens (Rubinho) Barbosa, para que eles ficassem à frente do Departamento de Futebol. A dupla, por sua vez, ampliou a união pregada por André e criou um colegiado, integrado pelos chamados "homens de ouro". Além deles compuseram o colegiado outros cinco diretores: Sérgio Lins, Fred Galvão, Paulo Alves, Armando carvalho e Inaldo Silva. A esse grupo somaram-se os nomes de Hélio Monteiro e Antônio Amante.

O grupo ficou encarregado de montar um time, que deveria ser formado por jogadores de boa qualidade, mas que não representassem altos gastos. A folha salarial mensal estabelecida pela diretoria não poderia ir além de R$ 150 mil. Outro desafio era trazer um técnico capaz de armar um bom time, eficiente e competitivo, em bora sem grandes estrelas. O nome encontrado foi o de Júlio Espinosa que, durante um bom tempo, até que conseguiu atingir o objetivo.

"Qundo trouxemos jogadores desconhecidos como por exemplo Rafael e Kuki, sabiamos que eles dariam certo, porque pesquisamos muito, colhemos informações de várias pessoas e concientizamos os atletas de importância do título que teriamos de ganhar e eles entenderam", conta Rubinho, Os homens do colegiado também firmaram um "pacto"segundo o qual sempre haveria no mínimo um diretor presente a cada treino ou viagem, para que os jogadores não se sentissem abandonados como aconteceu tantas vezes, no passado. "Com isso, demos muita confiança aos jogadores e os resultados foram chegando", Rubinho diz.

O dinheiro para a formação do time foi conseguido de várias fontes. A cota do televisionamento dos jogadores do Campeonato do Nordeste chegou perto de R$ 400 mil, e a campanha do Futebol Solidário do Campeonato Pernambucano rendeu outros R$ 500 mil. Mas isso não bastava, porque a direção começava a ousar nas contratações de jogadores um pouco mais famosos e, portanto, mais caros. Para isso, alvirrubros mais ricos se cotizaram e se levantarm mais recursos, suficiente para contratar os ex-rubro-negros Sangaletti e Walace, que haviam sido encostados pelo Sport. Isso significava uma provocação ao Sport, o maior rival, e na verdade os dois acabaram como heróis daconquistas alvirrubra. Além deles vieram o experiente Marcelo Passos, o ex-tricolor Tiago Tubaram, o palmeirense Alberto e o zagueiro Lima, outro ex-Sport, jogadores que ultrapassaram o teto salarial do Clube, que era de R$10 mil.

Invicto durante toda a primeira fase do Campeonato do Nordeste (somente na semifinal, em partida única, o time caiu por 1x0, diante do Sport), o Náutico enfrentou alguns tropeços no Campeonato Pernambucano. A situação do técnico Júlio Espinosa aos poucos foi se complicando, ele não resistiu e caiu.

Para o lugarde Espinosa, veio Muricy Ramalho, um discípulo de Tele Santana, que manteve a base montada por seu antecessor. "O futebol é simples, não tem muito o que inventar", explicarva Muricy, responsável por uma sequência de nove jogos sem derrota e a conquista do turno, que parecia perdido depois que o Santa Cruz chegou abotar sete pontos de vantagem em relação aos aqüiinimigos, Náutico e Sport.

Jogando para a frente, com simplicidade e motivando os alvirrubros já começavam a antever o título que há 11 anos não era comemorado. Nem mesmo o segundo turno vencido pelo Santa Cruz ou tal maldição "nadar, nadar e morrer na praia" nada tirou o ânimo do Náutico, que venceu os dois jogos decisivos e deu a volta olimpica em pleno Estádio do Arruda.

Acabavam-se 11 anos de jejum de títulos. Começavam 11 dias de muitas comemorações, como decretou o presidente André Campos. E entrava o Náutico no seu segundo século de vida, cheio de força e de ânimo para prosseguir, no futuro, em sua trilha de glórias e de sucesso.

 

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